sexta-feira, 25 de abril de 2008

Drogas? Libere já!


Galera que joga a fumaça pro ar, eu também dou minha cara a tapa e digo que sou a favor da liberação das drogas. Todo mundo vira viciado a hora que bem entender, certo? É fácil arranjar e dependendo do lugar que você vá (raves e shows do D2, por exemplo) elas são o prato principal. Ou até mesmo na escola negociando com aquele aluno má influência/cara de addictive. Bom, eu nunca usei drogas nem pretendo usar. O que defendo aqui é apenas uma tese de que sem o poder da venda de entorpecentes, o crime perderá sua maior fonte de renda. Já pensou? Drogas em promoção nas Lojas Americanas ou em mil vezes no carnê Casas Bahia. Iríamos impulsionar o comércio! É um conceito errôneo das pessoas pensarem que ao liberarem algo, todos passarão a usar. Não mesmo! Todo mundo fuma? Todo mundo bebe? Se o faz, é porque quer!E principalmente nós, os adolescentes, sabemos muito bem que tudo que é proibido é mais gostoso e emocionante. Imagine o quão sem graça seria não subir o morro ou correr perigo para comprar drogas. Zero em adrenalina e diversão.

O indício mais forte contra a liberação das drogas seria a deturpação cultural que ocorreria com o fato. Deveriam dedicar um lugar reservado aos usuários, proibir o consumo em espaço público e criar leis rígidas de controle. Só assim a liberação das drogas se tornaria menos desagradável do que já é.

Se o cigarro é liberado, porque continuamos indiferentes às drogas? Cigarro faz mal e vicia igualitariamente. Errado e injusto é uma pessoa comum morrer na guerra do tráfico ou simplesmente vetar prazeres da vida por causa da violência. Se os usuários possuem um parafuso a menos ou praticam técnicas autodestrutivas isso é problema deles. Que MORRAM então! Melhor que ficarem patrocinando traficantes e atazanando a sociedade. Vivemos desconfiados e com medo, as ruas se esvaziam ao escurecer. Ocorre um distanciamento social que beira à xenofobia. Os ricos se isolam em restritos condomínios de segurança máxima, enquanto os criminosos lotam as cadeias de segurança mínima. Mendigos são apenas seres indesejáveis e prováveis viciados moribundos, tornando-se “invisíveis” ao olhar insensível. Ocorre o esfriamento emocional e ergue-se a lei da selva. “Cada um por si”, o egoísmo sem fim.

A verdadeira deturpação cultural é assistir a todo o meio artístico se render às drogas. E logo eles, que são os ídolos sociais no país da telenovela. De Fábio Assunção à Vera Fisher, passando por Marcelo Anthony, Narcisa Tamborindeguy e Casagrande. Todos já se renderam ao vício. E droga é um tema comum no país, a maioria do nosso cinema é dedicada ao assunto. Cidade de Deus, Meu nome não é Johnny e Tropa de elite são alguns dos mais célebres exemplares. Ou seja, todo brasileiro sabe os males da droga, sem dúvidas. Porque entrar nessa então? Tornar-se descolado, tirar onda ou enfrentar problemas pessoais? Tudo isso tem solução e com certeza a correta não é seguir pelo caminho das drogas. Mas como nem todos dão ouvidos, liberem-nas! Aqui se faz, aqui se paga. Está na hora do povo criar sua própria autonomia e tomar uns tapas na cara para aprender.

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